A fragilidade de um livro

Frágil é um livro frágil. Portanto, todo cuidado é pouco ao receber esse livro,
por exemplo, pelo correio. Talvez pudesse vir estampado na conhecida frase impressa
em tantas encomendas: “CUIDADO FRÁGIL”. Talvez até mesmo colocando uma outra
pontuação: “Cuidado! Frágil” ou “Cuidado, frágil”. Quem sabe assim evitaria um pouco
“machucar” o leitor ao ler esse belo e delicado livro do escritor e músico paranaense
Bernardo Pellegrini.


Sabe-se que há palavras que, quando escrevemos ou falamos, parecem pressupor
já o sentido delas sem precisar dizer qualquer outra coisa senão o que elas são. Frágil é
uma delas. Frágil é uma palavra frágil. Mas quando um livro vem com esse nome no
título já deveríamos nos preparar para não…


É curioso que Frágil surgiu como uma letra/poema de uma música antes de virar
livro, mas se fosse ao contrário também poderia virar canção, é só ler em voz alta que
um ritmo surge naturalmente. É um poema que pede canção, mas também outros
formatos como a edição da AH! Editora, que teve a sensibilidade e percepção de
materializar Frágil em livro.


Com ilustrações leves, reflexivas, viajantes, vamos acompanhando e
descobrindo a força de superar os obstáculos mesmo quando estamos aparentemente
sozinhos. As boas metáforas são aquelas que nos transportam para descobertas sem
precisar muito explicar por que somos frágeis ou por que em certas situações da vida
nos sentimos frágeis indepedente da idade.


Ler Frágil nos fortalece.


Mário Alex Rosa – jul. 2026


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